segunda-feira, 9 de maio de 2016

Minha criança

A esperança quando morre
mesmo que seja um fio
mata por dentro a inocência
de acreditar em algo que você mesmo criou

E magoa profundamente
a criança que existia
de braços abertos
esperando o prêmio, que nunca existiu

Minha criança estará sempre de braços abertos
e  chorará pela saudade
daquilo que não foi conquistado
sentindo o gosto do que não foi provado.


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Sobre erros

Um erro nunca deve ser corrigido pelo caminho mais fácil, com isso, você estará sabotando seu aprendizado.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Mundos invisíveis (+ parte 2)

Como pode?
Dois mundos diferentes
separados por um túnel
Tiros e pratos caros,
vivendo na mesma cidade.

Aqui eu tenho paz
lá tenho medo,
da bala letal mas perdida
que encontra jovem inocente,
menos um no mundo caótico

Aqui eu tenho medo,
lá tenho paz,
o cartão que passa
e paga os homens honestos
mais um sorriso no mundo tranquilo.

O crime sustenta,
na conta vermelha com o destino,
a vida de quem não tem vida certa amanhã.

O crédito paga,
aquele que nasceu com vida ganha,
e não se importa com o amanhã.
  
E, assim
os jovens do mundo tranquilo ficam entediados
e só encontram uma solução,
vão se aventurar no mundo caótico

Assim gastam a mesada do papai
e sustentam o mundo das coisas proibidas,
aonde o estado se finge de cego
e a polícia não conhece diferenças, ou limites.

Param seu carro
Aonde um atendente de 14 anos os vem atender
E lá não fazem nada
Afinal, nada acontece lá

Conseguem sua diversão
mas batem de cara com a polícia
esse capinador peculiar que só corta às pontas de suas daninhas

Mas a julgar pela cor, carro e sobrenome
e, claro, pelos 500 reais na mão
é melhor deixa-los ir.

E esse jeitinho
fica impune e transita livremente entre os dois mundos
permitindo dormirmos tranquilo
para pensarmos no nosso chão.

Talvez você reconheça os dois mundos,
Talvez não esteja tão longe de nossa realidade.





















sábado, 2 de janeiro de 2016

Mundos invisíveis

Como pode?
Dois mundos diferentes
separados por um túnel
Tiros e pratos caros,
vivendo na mesma cidade.

Aqui eu tenho paz
lá tenho medo,
da bala letal mas perdida
que encontra jovem inocente,
menos um no mundo caótico

Aqui eu tenho medo,
lá tenho paz,
o cartão que passa
e paga os homens honestos
mais um sorriso no mundo tranquilo.

O crime sustenta,
na conta vermelha com o destino,
a vida de quem não tem vida certa amanhã.

O crédito paga,
aquele que nasceu com vida ganha,
e não se importa com o amanhã.